segunda-feira, 2 de maio de 2016

Figuração em As Divinas Palavras

Resisti ao calor e fui passar o meu Verão do segundo ano do curso a Espanha, mas a uma Espanha um pouco diferente, especial, situada mais precisamente no Teatro Experimental de Cascais.
Não resisti a fazer outra vez figuração na Prova de Aptidão Profissional dos meus colegas finalistas. Quando tenho oportunidade de pisar um palco, não consigo deixar de pensar que pode ser a última vez que o faça. Vivo atormentada com esta ideia. Não consigo desperdiçar nenhuma oportunidade que a vida me dá, por isso decidi também colaborar nesta PAP. Era-me impossível não fazer parte de uma peça do Valle-Inclán sabendo que o podia fazer, e de não receber, mais uma vez, a sabedoria que o mestre Carlos Avilez tem para nos transmitir.
E pensar que ele próprio e o professor João Vasco também já fizeram figuração nesta mesma peça quando esta esteve no Teatro Nacional D. Maria II...
É inspirador!





Mirandolina em A Estalajadeira

Não me despedi do segundo ano sem ter a oportunidade de trabalhar uma peça de Goldoni, A Estalajadeira, na qual interpretei a Mirandolina
Este exercício foi direccionado pela professora Maria Camões.


Willie em Azul Longe nas Colinas

Mais um rapaz para a minha lista! Calcei os ténis (e não os sapatos, como se costuma dizer em teatro) do Willie e voltei outra vez a ser criança.
Este exercício, no qual interpretámos a peça Azul Longe nas Colinas, de Dennis Potter, foi direccionado pela Beatriz Batarda.
Quando me lembro do quão incrível foi este processo, sinto-me exactamente como a voz que enuncia o poema que finaliza esta peça:

«No meu peito um ar que consome
Sopra de longe chão,
E essas colinas, qual seu nome,
Que torres, que quintas são?
Essa é a terra do azul, perdi-a,
Eu vejo-a cintilar.
Caminhos da minha alegria aos quais não sei voltar.»










Esganarelo em D. João

Depois de um divertido Sancho Panço, saiu-me na rifa outro cómico: o incontornável Esganarelo da peça D. João, de Molière.
Foi um prazer dar vida a este sabichão irrequieto.
Este exercício foi direccionado pela professora Teresa Côrte-Real.






Espectáculo Ilusão no Teatro da Cornucópia

Quando soube da existência de castings para uma criação colectiva  que pedia pessoa de todas as idades, actores ou amadores, idealizada pelo Teatro da Cornucópia, não hesitei em ir. Acima de tudo, o teatro é feito de pessoas e de amor. Do amor que une essas mesmas pessoas. Claro que com isto não quero afirmar que o teatro pode ser feito por pessoas sem formação artística, mas sim que achei bonita a ideia de ter pessoas com corações tão diferentes, com percursos e bagagens tão distintas no mesmo palco. Há projectos e projectos.
Aos meus olhos, a palavra que mais definiu A Ilusão foi união. Pequenos pedacinhos iludidos pela vida que juntos formavam uma ilusão tão sólida, tão bonita. O teatro só se faz em grupo. É uma arte de conjunto, onde o colectivo é determinante para a criação artística. 
Obrigada aos companheiros desta ilusão tão real e obrigada ao Luís Miguel Cintra.











Luiz Goes de Ontem e de Hoje - Para Sempre

Através do nosso professor poeta Carlos Carranca (mais uma vez), a Escola Profissional de Teatro de Cascais foi convidada a homenagear Luiz Goes no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, cidade onde o músico nasceu, e no Casino Estoril, ali tão pertinho da nossa escola. 
Foi emocionante pertencer a um grupo de pessoas que conseguiram criar momentos muito bonitos com o objectivo de condecorar uma personalidade tão ilustre do nosso país, como podem ver no vídeo abaixo.






Sancho Pança em D. Quixote

Ao mesmo tempo que pedia perdão a Deus (ver aqui), tinha uma grande barriga (também conhecida por almofada) com a qual interpretava o fiel amigo do D. Quixote.
Este exercício, com base na peça intitulada com o nome do ilustre herói espanhol, de António José da Silva, foi direccionado pela professora Maria Camões.