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terça-feira, 3 de maio de 2016

Dançarina e Vizinha

De modo a participarmos em todas as apresentações e ao mesmo tempo todos termos uma boa personagem principal que pudéssemos trabalhar foram formados quatro elencos. Por isso, também fui uma das dançarinas que enfeitiçavam o Peer Gynt e uma das vizinhas coscuvilheiras da aldeia dele.









Camponesa em Peer Gynt

Para além da Ingrid, a minha personagem principal na Prova de Aptidão Profissional, tive o prazer de trabalhar outras personagens secundárias, como foi o casa das Camponesas.
Deu-me um gozo enorme dar corpo a estas atrevidas e sensuais mulheres.
Sinto-me muito orgulhosa do trabalho de grupo que eu e as minhas duas colegas (igualmente Camponesas) desenvolvemos. Fomos sempre capazes de nos escutarmos, propondo e recebendo ideias, e de estarmos em palco como se fossemos um só.
Conseguimos verdadeiramente criar uma personagem colectiva constituída pelas três insanas camponesas, e isso é realmente o mais importante.






Ingrid em Peer Gynt

A última etapa desta viagem tão incrível.
Depois de três anos intensos de estudo, aqui estou eu na minha Prova de Aptidão Profissional no Teatro Experimental de Cascais, agora já não como figurante, como acontecera nos dois anos anteriores, mas como actriz profissional (apesar de me ser difícil escrever isto aqui, por ainda não me sentir nem actriz nem profissional da área).
Foi um prazer pisar o palco com os meus colegas de ano (a minha turma e a outra, sendo que eram constituídas duas por cada ano lectivo), com os actores profissionais (esses sim) do TEC, e com a (que adjectivo usar) actriz convidada Maria Vieira. 
Nunca irei esquecer esta experiência.












segunda-feira, 2 de maio de 2016

Figuração em As Divinas Palavras

Resisti ao calor e fui passar o meu Verão do segundo ano do curso a Espanha, mas a uma Espanha um pouco diferente, especial, situada mais precisamente no Teatro Experimental de Cascais.
Não resisti a fazer outra vez figuração na Prova de Aptidão Profissional dos meus colegas finalistas. Quando tenho oportunidade de pisar um palco, não consigo deixar de pensar que pode ser a última vez que o faça. Vivo atormentada com esta ideia. Não consigo desperdiçar nenhuma oportunidade que a vida me dá, por isso decidi também colaborar nesta PAP. Era-me impossível não fazer parte de uma peça do Valle-Inclán sabendo que o podia fazer, e de não receber, mais uma vez, a sabedoria que o mestre Carlos Avilez tem para nos transmitir.
E pensar que ele próprio e o professor João Vasco também já fizeram figuração nesta mesma peça quando esta esteve no Teatro Nacional D. Maria II...
É inspirador!





Figuração na peça Marat Sade

Decidi passar o Verão do primeiro ano do curso em Cascais. Não na praia, mas no Teatro Experimental. 
Depois de uma primeira experiência no palco do Auditório Beatriz Costa, em Mafra, com a Academia de Actores, voltei a pisá-lo ao fazer figuração na Prova de Aptidão Profissional dos meus colegas finalistas.
O Marat Sade, peça de Peter Weiss passada num manicómio, foi uma experiência realmente louca. Apesar de os figurantes do primeiro ano permanecerem a maior parte da peça nas laterais do palco, de modo a ser criada uma sensação de claustrofobia no público, enquanto que os do segundo ano estavam em palco, a grande aprendizagem que adquiri ao fazer parte deste projecto foi essencial para conseguir dar o melhor de mim no tão difícil segundo ano do curso.
Coloco em baixo fotos e um vídeo sobre o espectáculo de modo a que consigam perceber a sua incrível dimensão artística.